Leituras – Gustave Flaubert


A Senhora Arnoux levantou-se.

– Creio que nos dedica uma boa e sólida afeição. Adeus… até outro dia!

E estendeu-lhe a mão de um modo franco e viril. Não era um compromisso, uma promessa? Frédéric sentia-se muito alegre por viver; retinha-se para não cantar, precisava de expandir-se, de fazer actos generosos e dar esmolas. Olhou em redor para ver se não havia ninguém para socorrer. Nenhum miserável calhou a passar; e a sua veleidade de devotamento desvaneceu-se, porque não era homem para ir procurar ao longe as ocasiões.

Gustave Flaubert, A Educação Sentimental, Segunda Parte, Capítulo segundo
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