Leituras – Manuel Laranjeira


Também eu desejaria conversar consigo muitas vezes. Conversar comigo só, cansa-me. A solidão pesa-me e até um certo ponto esteriliza-me. Eu reconheço que a solidão é necessária à obra de arte. A obra de arte dos espíritos solidatários é sempre mais profunda e verdadeira: na solidão a verdade faz-se nossa amiga; e é por isso que a obra de arte concebida na solidão ganha em profundidade. É mais fácil atingir o coração da vida através do nosso próprio coração do que através dos homens.

Manuel Laranjeira, Cartas, Carta XIX (para António Carneiro), 1911

Manuel Laranjeira

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