Demasiadas tarefas num escritor


Feodor Dostoyevsky

Mal começou a editar O Cidadão, Dostoievsky sentiu que o árduo trabalho diário com o periódico chegava a asfixiar os seus poderes criadores. Em Janeiro de 1873, já escrevia à sobrinha que se amaldiçoava por ter decidido tomar conta de um semanário. A 12 de Julho, queixava-se a Ana, novamente com os filhos em Staraya Russa, que parecia estar a ficar cada vez mais “idiota” e que sentia muita dificuldade em escrever fosse o que fosse. “Há já um mês”, acrescentava, “comecei a notar a diferença entre a facilidade com que criava a minha obra literária em Dresden e a dificuldade com que o faço aqui. Atribuo isto às constantes preocupações, conflitos e aborrecimentos que as minhas actividades editoriais originam. São tão exaustivos, que terei de fazer uma cura de repouso após este ano maldito”.

David Magarshack, Dostoievsky, Últimos Anos: o profeta
 
 

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