os degraus vêem-te subir e dizem

estás cansado, pá!

os minutos assistem ao movimento

num silêncio de parafusos

que aponta o óbvio: estás cansado, pá

 

mas tu não ouves

finges-te escandalizado com esses

reparos burgueses

 

o cadeirão que te antepara

queixa-se que o cansaço pesa demais

e tu vingas-te

não o deixando espreitar os livros

 

montas uma indignação valente

e decides golpear

a esquadria do raciocínio

 

convences-te que não há cansaço

porque ninguém à tua mesa

na tua cama

repara que estás cansado

 

Uma resposta to “”

  1. maria joao alfaiamendes Says:

    e dói…….

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