Leituras – Alexandre Puchkine


“Uma vez em que N. estava atormentada pela inatingibilidade aborrecida das suas convulsões, eu mordi-lhe uma mama e ela veio-se. As marcas dos meus dentes obrigaram-na a usar vestidos fechados durante cerca de um mês, o que tornou infeliz a parte masculina da sociedade. Eu gostei daquilo e mordo-a e belisco-a. Não há muito tempo, exagerei. N. Ficou furiosa e deu-me uma joelhada nos tomates. Eu dobrei-me ao meio e a recordação da nossa primeira noite atravessou a dor. Só que agora era intencional.

Ela ficou assustada e começou a atarantar-se à minha volta, chorando e gemendo, não sabendo o que fazer para me ajudar. Aqui tomou uma sábia decisão: meteu a cabeça entre os meus joelhos, que estavam pressionados contra a minha barriga, levou a minha verga até à sua boca e começou a gratificá-la como nunca fizera antes. A princípio, a dor nos tomates foi dominante e eu mal conseguia conter-me para não a empurrar. Em breve a dor começou a diminuir, ultrapassada pelo prazer, mas ainda existindo e dando-lhe nova cor.

– Eis aqui o teu Sade – disse eu sonhadoramente.

– O quê? – perguntou N., pondo a minha verga para dentro das suas bochechas.”

Alexandre Puchkine, Diário Secreto (1836-1837)
 
 
 
 

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