Eduardo Lourenço, Hotel Vila Galé Coimbra, 16/07/2011


Tenho menos de metade da idade de Eduardo Lourenço. Vi diante de mim um homem pequeno, escorado em sapatos feitos numa época distante (ia para escrever “sapatos irresponsáveis”). As suas palavras não pregaram ninguém à parede; mas da plateia fluíram duas ou três ondas de gargalhadas em momentos mais joviais de inteligência. Ouvir aquele homem: uma experiência ao mesmo tempo interessante e cruel. Acho que ninguém foi ali pelas palavras (eu, ingenuamente, fui). As muitas pessoas que compareceram foram testemunhar a longevidade de um intelectual português: não será ele o nosso sénior? Tive a oportunidade de lhe colocar uma questão em privado. Disponível, sondou a memória e respondeu. Um certo ar frágil, de criança perturbada.

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