Leituras – Arturo Pérez-Reverte


 A Tábua de Flandres

 

 

 

 

«O mundo não é tão simples como pretendem fazer-nos crer: os contornos são imprecisos, os matizes têm importância. Nada é preto ou branco; o mal pode ser um disfarce do bem ou da beleza e vice-versa, sem que uma coisa exclua a outra. Um ser humano pode amar e atraiçoar a pessoa amada, sem que por isso o seu sentimento deixe de ser verdadeiro. Pode-se ser pai, irmão, filho e amante ao mesmo tempo; vítima e verdugo… Arranja os exemplos que quiseres… A vida é uma aventura incerta numa paisagem difusa, de limites em permanente movimento, onde as fronteiras são artificiais, onde tudo pode terminar e começar de novo a cada instante ou acabar de repente, como uma machadada inesperada, para todo o sempre. A única realidade absoluta, compacta, indiscutível e definitiva é a morte.»

 Arturo Pérez-Reverte, A Tábua de Flandres, Capítulo XV

Uma resposta to “Leituras – Arturo Pérez-Reverte”

  1. concordo na íntegra. gosto sobretudo disto: «… A vida é uma aventura incerta numa paisagem difusa, de limites em permanente movimento, onde as fronteiras são artificiais, onde tudo pode terminar e começar de novo a cada instante ou acabar de repente, como uma machadada inesperada, para todo o sempre. A única realidade absoluta, compacta, indiscutível e definitiva é a morte.» mas principalmente disto: «..tudo pode terminar e começar de novo a cada instante ou acabar de repente, como uma machadada inesperada, para todo o sempre..»

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