Jorge de Sena


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«É isto mesmo – o ter mais em que pensar – que eu peço a um romancista. (…) Hábil e apaixonante narrador, R. L. Stevenson o é como Joseph Conrad; mas este dá-nos uma presença humana do destino, que, no outro, é apenas o acaso das aventuras ou, quando muito, magra alegoria. Todo o romance que nos fizer sentir esta humana presença para além da habilidade com que o autor nos transmite a perspicácia das suas observações é mais do que um romance apenas romanesco que só proporciona os prazeres gratuitos da ficção. Claro: para tais prazeres proporcionar com categoria hedonística superior à do folhetim, qualquer obra de ficção tem de impor-nos a sua verosimilhança própria.»

Jorge de Sena, Sobre o Romance, Da Natureza dos Romances, p.24

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